Escrito por: CUT-RS

Ato em Porto Alegre reafirma defesa da democracia e repudia anistia a golpistas

Ato reuniu movimentos sociais e sindicais na Esquina Democrática em defesa da democracia e contra ofensivas autoritárias no Brasil e na América Latina.

A Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre, foi palco, na tarde desta quinta-feira (8), de um ato em defesa da democracia, da soberania popular e da autodeterminação dos povos da América Latina. A mobilização marcou os três anos da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e reuniu movimentos populares, a CUT-RS, sindicatos, centrais sindicais, parlamentares e entidades da sociedade civil.

Durante o ato, manifestantes reafirmaram a necessidade de manter viva a memória dos ataques às instituições democráticas, defender a responsabilização dos envolvidos e rejeitar qualquer proposta de anistia ou flexibilização das penas. Palavras de ordem como “Sem anistia, sem dosimetria” marcaram a manifestação.

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, destacou que o 8 de janeiro é uma data que não pode ser esquecida pelo povo brasileiro. Segundo ele, a democracia se constrói com memória, resistência e luta permanente.

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“Estamos aqui para celebrar a vitória da democracia e da soberania do povo brasileiro sobre aqueles que atentaram contra o Estado Democrático de Direito. Não queremos anistia nem dosimetria para golpistas. A democracia precisa ser defendida todos os dias”, afirmou.

A mobilização também denunciou ataques à soberania da Venezuela e à autodeterminação dos povos da América Latina. Em sua fala, Amarildo também condenou a ofensiva imperialista dos Estados Unidos e defendeu a unidade dos países latino-americanos.

O ato contou ainda com intervenções políticas e culturais e encerrou com uma caminhada pelas ruas do Centro Histórico, reafirmando o compromisso com a democracia, a soberania popular e o combate a qualquer tentativa de retrocesso autoritário.