Escrito por: Larissa Britto

CMS debate crise na Atenção Primária da Capital e lança “Reestatiza SUS"

Secretário municipal de Saúde de Porto Alegre é convocado para reunião, porém não comparece

CMS/Divulgação
Conselheiros, entidades, movimentos sociais, trabalhadores e usuários do SUS reunidos em plenária

Na última quinta-feira (3), o Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre (CMS) se reuniu para debater a situação da Atenção Primária à Saúde nas coordenadorias das zonas Leste e Norte da Capital. Durante a reunião, além dos conselheiros, entidades, movimentos sociais, trabalhadores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) discutiram a precarização do trabalho terceirizado na área. O conselho convocou a presença do secretário municipal de Saúde para apresentar respostas, ouvir o controle social e assumir responsabilidades diante da crise. No entanto, o secretário comunicou, por meio de ofício, que não participaria da plenária. 

Como forma de denúncia à precarização do trabalho, o Coletivo em Defesa do SUS lançou o movimento “Reestatiza SUS”. Ao final da plenária, os conselheiros aprovaram a realização de uma auto agenda, acompanhando o Núcleo de Coordenação do CMS, para cobrar da gestão municipal ações concretas para enfrentar e superar esta crise.

O suplente da CUT-RS no CMS, Alberto Terres, defendeu o diálogo entre sindicatos e trabalhadores. “Nós temos o Coletivo de Saúde da CUT-RS, e a partir da nossa participação no conselho, devemos cumprir um papel importante de dialogar com os trabalhadores. Nesse momento, estamos vivendo a pior crise da Atenção Primária desde 1988”, afirmou.

CMS/Divulgação

Entre as reivindicações, está a exigência de um plano de reestatização das unidades de saúde (US) entregues à iniciativa privada, retomando para a gestão pública serviços que são direitos da população. “A saúde pública precisa de investimento, trabalhadores valorizados, equipes completas, gestão pública e controle social”, enfatiza o conselho.