Crise climática do RS é incluída no Mapa de Conflitos da Fiocruz
Mapeamento identifica territórios e populações que sofrem com impactos ambientais
Publicado: 16 Janeiro, 2026 - 11h38 | Última modificação: 16 Janeiro, 2026 - 11h48
Escrito por: Sul21 | Editado por: CUT-RS
O Estado do Rio Grande do Sul passa a ser parte do Mapa de Conflitos, iniciativa que destaca territórios onde riscos ambientais ameaçam diferentes populações. Produzido pelo Núcleo Ecologias, Epistemologias e Promoção Emancipatória da Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (Neepes/ENSP/Fiocruz), o estudo relaciona a promoção da saúde à justiça ambiental como forma de analisar a crise climática de modo estrutural.
Publicado nesta quinta-feira (15), o levantamento intitulado “Rio Grande do Sul no contexto da Crise Climática: eventos extremos no Vale do Taquari e na Bacia do Lago Guaíba” indica que os eventos extremos de chuvas e inundações entre os anos de 2023 e 2024 evidenciam a vulnerabilidade ambiental da região e a ineficiência das políticas públicas na mitigação e na adaptação aos desastres. Além disso, o documento aponta que as enchentes expuseram a desigualdade social e o racismo ambiental existente no território, uma vez que grupos historicamente marginalizados, como comunidades indígenas, quilombolas e afrodescendentes, foram mais atingidos.
O estudo também lista alguns dos impactos socioambientais e danos à saúde enfrentados em decorrência dos eventos climáticos extremos. Entre eles, a contaminação ou intoxicação por substâncias nocivas, a erosão do solo, a falta de saneamento básico, insegurança alimentar, doenças mentais ou sofrimento psíquico e a piora na qualidade de vida, se destacam, mostrando a interseção entre saúde e meio ambiente.
A pesquisa completa está disponível no site do Mapa de Conflitos.