A CUT-RS, as centrais sindicais e entidades empresariais participaram nesta segunda-feira (16), no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre, da última reunião de negociação sobre o reajuste do piso salarial regional de 2026, mediada pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Profissional do Estado.
Segundo o secretário de Administração e Finanças da CUT-RS, Antônio Güntzel, não houve acordo porque as entidades patronais se recusaram a discutir a proposta apresentada pelos trabalhadores.
As centrais defendem reajuste de 15,98% no piso regional, índice calculado com base em estudos do DIEESE para recompor o valor em relação ao salário mínimo nacional. Já a FIERGS, que representa as entidades empresariais, propôs um reajuste com base no INPC.
Durante as negociações as centrais sindicais propuseram, a fim de construir um acordo com as entidades patronais, o índice de 10%, mesmo assim os empresários insistem em somente repor o INPC, demonstrando a falta de valorização de quem produz a riqueza do estado.
Sem acordo, a Secretaria do Trabalho elaborará um relatório das negociações e o governo do Estado deverá encaminhar uma proposta de reajuste à Assembleia Legislativa.
A CUT-RS solicita que o projeto seja enviado em regime de urgência, para garantir que o reajuste passe a valer a partir de 1º de maio e evitar atrasos que prejudiquem os trabalhadores e trabalhadoras. O piso regional também serve como referência para negociações coletivas e para trabalhadores sem representação sindical.piso