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CUT-RS e centrais sindicais organizam calendário de lutas pelo fim da escala 6x1

Agenda de atividades busca ampliar o apoio popular à proposta que tramita em fase decisiva no Congresso Nacional

Publicado: 17 Junho, 2026 - 10h25 | Última modificação: 17 Junho, 2026 - 15h10

Escrito por: Dijair Brilhantes / CUT-RS

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A CUT-RS e as demais centrais sindicais reuniram-se na tarde desta quinta-feira para definir um calendário de atividades em defesa do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho sem redução salarial. As ações ocorrerão nas próximas semanas e têm como objetivo ampliar o debate com a sociedade sobre a proposta que tramita no Congresso Nacional.

A mobilização ganha força às vésperas da plenária marcada para o dia 1º de julho, no Senado Federal, que discutirá o tema. Como parte da campanha, as centrais também irão promover um abaixo-assinado que será entregue aos senadores gaúchos, demonstrando o apoio popular à medida.

Para o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, este é um momento decisivo para a participação dos trabalhadores e da sociedade na luta por melhores condições de vida e trabalho. “Chegou a hora da mobilização total. O fim da escala 6x1 é uma pauta que interessa a milhões de trabalhadores e trabalhadoras que enfrentam jornadas exaustivas e têm pouco tempo para conviver com suas famílias, estudar, cuidar da saúde e participar da vida em comunidade. Precisamos ocupar as ruas, dialogar com a população e pressionar os representantes políticos para que avancem nessa conquista histórica”, afirmou Censi.

 

Plenária convoca trabalhadores para ampliar participação

Como parte da preparação para as próximas atividades, a CUT-RS convoca trabalhadores e trabalhadoras para uma grande Plenária de Mobilização na próxima quinta-feira (18), às 18h, em frente ao Ritter Hotel (Av. Largo Vespasiano, 55), em Porto Alegre. A atividade busca fortalecer a campanha pela redução da jornada de trabalho e ampliar a participação da classe trabalhadora neste momento decisivo da tramitação da proposta.

Segundo as centrais sindicais, a medida representa um avanço importante para garantir mais tempo para a convivência familiar, o lazer, os estudos e o cuidado com a saúde, além de condições de trabalho mais dignas para milhões de brasileiros.

 

Arraiá e marcha integram agenda de lutas

Entre as ações aprovadas está a realização do “Arraiá da Redução da Jornada e pelo Fim da Escala 6x1”, no dia 24 de junho, na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre. A atividade contará com coleta de assinaturas para o abaixo-assinado, panfletagem, distribuição de materiais informativos e atrações típicas de festa junina, como quentão e pipoca.

A iniciativa pretende dialogar com a população sobre os impactos da atual jornada de trabalho e ampliar o apoio à proposta em debate no Congresso Nacional.

Já no dia 1º de julho, data da plenária no Senado, será realizada uma marcha com concentração às 7h30 em frente à Rodoviária de Porto Alegre, seguida de caminhada até o Centro da Capital. A atividade terá foco especial nos trabalhadores do comércio, um dos setores mais afetados pela escala 6x1.

 

Centrais debatem futuro do trabalho no estado

Além das atividades de rua, as centrais sindicais irão intensificar o debate sobre desenvolvimento econômico e valorização do trabalho no Rio Grande do Sul. Na próxima segunda-feira (22), representantes das entidades terão reuniões com os pré-candidatos ao Senado Paulo Pimenta, Manuela D'Ávila e Juliana Brizola.

Os encontros abordarão temas como geração de empregos, fortalecimento da indústria, defesa dos serviços públicos e os impactos do processo de privatizações realizado no estado nos últimos anos. As centrais também buscarão conhecer o posicionamento dos pré-candidatos sobre essas questões e sobre a valorização do trabalho.

 

Proposta entra em fase decisiva

A proposta que prevê o fim da escala 6x1 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora aguarda apreciação do Senado Federal. Para avançar, o texto precisa ser aprovado em dois turnos pelos senadores. Concluída essa etapa, seguirá para promulgação pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a matéria em fase decisiva de tramitação, as centrais sindicais apostam na ampliação do debate público e na participação dos trabalhadores para fortalecer a defesa da propos