Escrito por: CUT-RS

CUT-RS ocupa as ruas e intensifica pressão pelo fim da escala 6x1

Mobilizações ocorreram desde as primeiras horas da manhã em diferentes regiões do estado e culminaram em vigília na Praça Montevidéu, em Porto Alegre.

A quinta-feira (28) foi marcada por mobilização da CUT-RS e de sindicatos filiados em defesa do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Desde as primeiras horas da manhã, dirigentes e militantes ocuparam diferentes pontos da Região Metropolitana de Porto Alegre e do Vale dos Sinos para dialogar com a população e pressionar os senadores pela aprovação da proposta sem alterações.

As atividades aconteceram em vias de grande circulação, alertando trabalhadores e trabalhadoras sobre a importância de avançar com a pauta no Senado Federal. 

O secretário de Administração e Finanças da CUT-RS, Antônio Güntzel, diz que a mobilização nas ruas é fundamental para manter a pressão sobre o Senado. “A aprovação na Câmara mostrou a força da mobilização popular e sindical. Agora precisamos garantir que os senadores escutem a voz da classe trabalhadora e aprovem o fim da escala 6x1 e as 40 horas sem qualquer alteração na PEC.”, afirmou.

No Vale dos Sinos, os sindicatos cutistas realizaram ações nas principais rodovias da região. As faixas estendidas reforçavam a necessidade de aprovação imediata das 40 horas semanais.

O dirigente estadual da CUT-RS, Marcelo Carlini, destacou o apoio popular às mobilizações realizadas pela manhã. “Horas depois da vitória na Câmara, vários carros buzinavam em apoio, pessoas batiam palmas e fotografavam. Agora a pressão é no Senado. A PEC da ‘hora trabalhada’ dos empresários e as manifestações de Flávio Bolsonaro mostram que ainda não há nada garantido”,concluiu. 

Vigília reuniu centrais sindicais e sindicatos CUTistas na Praça Montevidéu

Durante a tarde, a CUT-RS realizou uma vigília na Praça Montevidéu, no Centro Histórico de Porto Alegre. A atividade reuniu sindicatos filiados, movimentos sociais e centrais sindicais para celebrar a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados e, ao mesmo tempo, ampliar a pressão sobre o Senado Federal.

Além da comemoração pela vitória na Câmara, as falas reforçaram que agora é fundamental garantir que o Senado aprove a proposta sem mudanças na PEC, preservando integralmente o texto construído pelos movimentos sindicais e populares.