Com a PEC parada por decisão da presidência do Senado, cresce a pressão popular pela redução da jornada e o fim da escala 6x1
No dia 10 de agosto, a CUT-RS e as centrais sindicais promoverão a Marcha da Classe Trabalhadora para pressionar o Senado Federal pela aprovação do fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho. O ato reunirá trabalhadores e representantes sindicais em uma caminhada que terá início às 7h, com concentração no Viaduto Júlio de Castilhos, em frente à rodoviária de Porto Alegre.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê a redução da carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuir os salários, estagnou novamente no Senado.
Isso porque o recesso parlamentar, iniciado em 18 de julho, tinha retorno previsto para 1º de agosto. No entanto, os senadores só retomarão as atividades no dia 10.
O presidente da Central, Amarildo Pedro Cenci, explicou o objetivo da marcha. “O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não coloca a proposta em votação. Isso tem gerado uma revolta muito grande no povo. Os trabalhadores exigem que isso aconteça e que tenha um encaminhamento”, pontuou.
Para a CUT-RS, a mudança representa um avanço civilizatório capaz de melhorar a qualidade de vida, reduzir o adoecimento físico e mental e gerar novas oportunidades de emprego por meio da redistribuição das horas de trabalho.
Texto: Larissa Britto, estagiária de jornalismo
Edição: Matheus Piccini, jornalista responsável (MTB nº 19117/RS)