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Entregadores de aplicativo da Capital aderem à greve nacional

Publicado: 02 Abril, 2025 - 17h39

Escrito por: CUT-RS

Leonardo Rodrigues/CUT-RS
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No dia 31 de março os motoboys e ciclo entregadores do país inteiro se uniram em um Breque Nacional de 48h, organizado simultaneamente em cerca de 60 cidades, e teve como principal demanda o aumento da taxa mínima por corrida de R$ 6,50 para R$ 10. Na capital gaúcha, quem mobilizou a greve foi o Sindimoto, a Associação dos Ciclos Entregadores do Rio Grande do Sul (Acergs) e com apoio do Simtrapli-RS e da CUT-RS.

Leonardo Rodrigues/CUT-RSLeonardo Rodrigues/CUT-RS

Para Marcio Bagão, conhecido como padinho, representante da Acergs “Precisamos mostrar que somos uma engrenagem que tudo precisa funcionar em conjunto e ninguém precisa ser prejudicado, trabalhador ou empresa.” Entre outras demandas, os trabalhadores requerem o reajuste dos valores de entrega, o aumento da taxa mínima, a designação de mais e melhores pontos de descanso, e o direito a seguro-saúde, de vida e acidentário. 

Leonardo Rodrigues/CUT-RSLeonardo Rodrigues/CUT-RS

Leonardo Rodrigues, esteve na mobilização, junto com o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, representando o apoio da Central aos entregadores mobilizados. “Esse momento é importante para os trabalhadores defenderem seus direitos e lutarem por melhores condições de trabalho.

A juíza auxiliar da Vice-Presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS), Luciana Caringi Xavier, recebeu, na segunda-feira (31/3), representantes de ciclistas, motociclistas e motoristas que atuam para plataformas de entrega via aplicativo. No encontro, a magistrada ouviu as demandas dos entregadores e motoristas que se encontram em mobilização nacional. 

Leonardo Rodrigues/CUT-RSLeonardo Rodrigues/CUT-RS
A greve começou no início da manhã com uma motociata que percorreu o centro de Porto Alegre.

 

O TRT-RS havia inicialmente agendado uma mediação entre os trabalhadores e as empresas IFood, Rappi, 99 Tecnologia e Uber para esta segunda-feira (31/3). Contudo, a pedido da IFood e da 99 Tecnologia, a mediação foi adiada e deverá ocorrer no dia 23 de abril. 

O Ifood se manifestou em nota ao Brasil de Fato, a empresa afirmou que trabalha para manter a operação funcionando. “Vale lembrar que, atualmente, 60% dos pedidos intermediados pelo app são entregues pelos próprios restaurantes. O iFood reafirma seu respeito às manifestações pacíficas”, diz o texto.

Os entregadores já haviam feito outra mobilização em novembro do ano passado, pedindo as mesmas reivindicações.