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Morre cantor e folclorista Bagre Fagundes aos 86 anos

Artista gaúcho foi um militante pela luta sindical e participou da Campanha da Legalidade

Publicado: 03 Agosto, 2026 - 15h36 | Última modificação: 03 Agosto, 2026 - 17h18

Escrito por: Larissa Britto | Editado por: Matheus Piccini

@osfagundesoficial/Reprodução Instagram
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Bagre Fagundes, cantor tradicionalista gaúcho

O artista e cantor gaúcho Euclides Fagundes Filho, mais conhecido como Bagre Fagundes, faleceu no último domingo (2), aos 86 anos, em Porto Alegre. Segundo informações do veículo GHZ, o cantor estava internado no Hospital Ernesto Dornelles desde maio, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória ao se engasgar no almoço, em casa, na Capital.  

Bagre nasceu em 1939 na cidade de Uruguaiana, mas cresceu em Alegrete, na Fronteira Oeste, em uma família de seis irmãos e cinco irmãs. Foi um dos grandes nomes da música tradicionalista gaúcha e integrante do grupo Os Fagundes, formado também por Nico, Neto e Ernesto Fagundes, e coautor da música “Canto Alegretense”.

Vida e carreira política 

Após atuar como escriturário no Banrisul e residir temporariamente em Rosário do Sul, retornou a Alegrete, onde iniciou sua trajetória política. Filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, durante a Campanha da Legalidade, em 1961, exerceu a função de secretário regional do movimento. Também presidiu o Sindicato dos Bancários de Alegrete.

Em 1976, foi eleito vereador de Alegrete e, posteriormente, concorreu ao cargo de prefeito do município. Nas eleições estaduais de 1990, no Rio Grande do Sul, candidatou-se a deputado estadual pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).

O presidente da CUT-RS, Amarildo Pedro Cenci, lamentou a morte do artista e destacou sua carreira política. “O Bagre é uma daquelas figuras históricas que passa ao longo da vida tendo sempre uma causa por igualdade de oportunidades, por justiça, por democracia e por uma sociedade harmoniosa. Ele foi essa pessoa que conseguiu aliar a cultura gauchesca, considerada mais conservadora, com as lutas democráticas no Rio Grande do Sul. Ele se foi, mas deixou um grande legado”, disse. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também lamentou a morte do folclorista em suas redes sociais. “Com sua gaita e sua poesia, Bagre ajudou a preservar e disseminar a música tradicional gaúcha, levando a grandes públicos a cultura dos Pampas que trazia muito bem guardada em seu coração. Sempre militou pelas causas sociais e foi um grande companheiro de luta no Rio Grande do Sul”, escreveu em trecho da publicação em seu perfil no X (antigo Twitter).