STIMEPA promove seminário sobre crise climática no mundo do trabalho
Atividade acontecerá dia 3 de setembro, no Auditório Paulo Freire, e reunirá dirigentes sindicais e profissionais de diversas áreas
Publicado: 13 Agosto, 2026 - 15h49 | Última modificação: 13 Agosto, 2026 - 16h08
Escrito por: STIMEPA | Editado por: CUT-RS
Com o objetivo de debater os impactos das mudanças climáticas, os direitos dos trabalhadores e as estratégias de enfrentamento à crise climática, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre (STIMEPA) promoverá, no dia 3 de setembro, o seminário “Crise Climática e Mundo do Trabalho”. A iniciativa busca ampliar a discussão sobre como as mudanças climáticas vêm transformando as condições de vida e de trabalho de milhões de pessoas em todo o mundo, além de refletir sobre os desafios e as alternativas para enfrentar esse cenário.
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Eventos climáticos extremos, como enchentes, temporais e ondas de calor, provocam consequências que vão muito além dos danos ambientais, atingindo diretamente a saúde, a renda, a moradia e a rotina da população mundial, especialmente da classe trabalhadora.
Para o diretor de formação do STIMEPA e responsável pela idealização do seminário, Marcelo Nascimento, a discussão não é apenas uma previsão para o futuro. “O Sindicato não pode atuar só como um bombeiro que apaga fogo, mas sim como aquele que tira diretrizes e resoluções das políticas para melhorar a vida da classe trabalhadora”, afirma.
Ele complementa dizendo que todos os anos são registradas diversas denúncias de trabalhadores relacionadas ao calor e às condições exaustivas nos ambientes de trabalho. A partir dessa realidade, o seminário visa articular saúde ocupacional, direitos trabalhistas, atuação jurídica, atendimento psicossocial, negociação coletiva e organização sindical.
Calor extremo tornou-se um problema para o mundo do trabalho
Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,4 bilhões de trabalhadores estão expostos ao calor excessivo no mundo, o equivalente a 71% da força de trabalho global. O cenário é especialmente preocupante em atividades realizadas em ambientes fechados, onde as altas temperaturas podem agravar as condições de trabalho e ampliar os riscos à saúde dos trabalhadores.
A exposição ao calor excessivo está relacionada a 22,85 milhões de lesões ocupacionais e cerca de 19 mil mortes por ano, segundo os dados apresentados no documento. Nas Américas, por exemplo, a região registrou, desde os anos 2000, um aumento de 33,3% nas lesões ocupacionais relacionadas ao estresse térmico, uma das maiores elevações registradas entre as regiões analisadas.
Os eventos extremos são percebidos também fora do trabalho. As enchentes de maio de 2024 provocaram perdas materiais, danos às moradias e despesas emergenciais que comprometeram a renda de milhares de famílias gaúchas.
Anote na agenda
O encontro será realizado no dia 3 de setembro, das 9h às 17h, no Auditório Paulo Freire (Av. do Forte, 77), em Porto Alegre. As inscrições devem ser feitas através do link: https://forms.gle/ahH9wVP84KZeQCKEA.
O evento é realizado em parceria com os Sindicatos dos Metalúrgicos das cidades de Cachoeirinha, Canoas e São Leopoldo, além da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul, do Instituto Integrar, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e da CUT-RS.